Sintetizadores pesados, luzes neon e o nascimento da estética cibernética: quais frequências definiram a década mais visionária da nossa história? Se o início do século XXI consolidou a era digital, foram os anos 80 do século XX que construíram os alicerces de tudo o que entendemos hoje por modernidade e futuro. Para quem sintonizava o rádio ou assistia aos videoclipes daquela época — embalados por visuais futuristas e cores fluorescentes —, a sensação era de que o amanhã já havia chegado, mesmo que ele ainda fosse construído com fitas cassete e circuitos analógicos. Nos estúdios daquela década, os sintetizadores Moog, as baterias eletrônicas e os acordes de guitarras espacializadas criaram uma atmosfera de pura ficção científica. Artistas do pop, do rock e do synthwave transformaram o som em uma experiência imersiva. Mas a grande questão que investigamos na nossa trincheira de debates é: a música dos anos 80 apenas imitava o futuro ou ela ajudou a programá-lo? A Frequência do Neon e ...
Laboratório de ficção científica brasileira e educação: nióbio, arqueologia amazônica, Sertãopunk e método científico separando o que a ciência sabe do que a ficção imagina.