Se você abrir qualquer enciclopédia de cinema ou estante de ficção científica ocidental, a cartilha é quase sempre idêntica: quando o céu se rompe e uma frota de naves ameaça a soberania da Terra, o primeiro monumento a virar poeira é a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel ou o Big Ben. Durante décadas, fomos condicionados a aceitar que o hemisfério norte é o centro nervoso do planeta e que a nós resta apenas o papel de espectadores assustados esperando a salvação por um herói estrangeiro. REGRA DA CASA: Este artigo faz parte do nosso laboratório investigativo e aplica a metodologia da Alquimia Tropical . Declaramos as fronteiras do texto em duas categorias: FATO VERIFICADO (a infraestrutura real de defesa e os recursos minerais estratégicos do Brasil) e SAGA (a extrapolação ficcional presente na obra A Grande Batalha: A Gênese da Humanidade ). 1. A Âncora Real: O Brasil Não É um Figurante no Espaço Aéreo Ao contrário do que a cultura pop ...
Londres, oito e quarenta e cinco da noite. O relógio de carrilhão do Reform Club soa com precisão britânica. Ficção,fantasia ou verdade? Responda você também. Phileas Fogg ajeita o sobretudo de viagem, confere os maços de notas guardados na bolsa de couro e encara os cavalheiros à mesa de uísque. Vinte mil libras em jogo. O desafio: contornar o globo terrestre e pisar naquele mesmo assoalho em exatamente oitenta dias.Parecia delírio ficcional saído da pena febril de Júlio Verne. Mas havia um detalhe crucial: Verne não inventou a máquina. Ele apenas enxergou o que a engenharia do século XIX acabava de parir. Naquele exato ano de 1872, três colossos de aço e terra haviam se conectado: a ferrovia transcontinental norte-americana, a linha ferroviária que cortava a Índia de costa a costa e a abertura do Canal de Suez. O planeta, antes um abismo intransponível de meses à vela, dobrava-se diante da queima do carvão e do vapor sob pressão.Fogg não viajou no tempo. Ele viajou nos trilhos d...