Tear cósmico da humanidade.
No tear cósmico, onde a luz dança em véus,
A humanidade lança seus ousados anseios.
Foguetes rasgam a noite, faróis singelos,
Buscando em mundos distantes, mistérios e céus.
A poeira estelar guarda segredos ancestrais,
E em cada planeta inexplorado, a esperança reside.
A exploração espacial, mais que feitos reais,
É a sede infinita que em nosso espírito se expande.
Sonhamos com pegadas em solos alienígenas,
Com a melodia de ventos em atmosferas estranhas,
E na vastidão silenciosa, como peregrinos,
Procuramos respostas em constelações longínquas.
Se em algum recanto do éter profundo,
Pulsar uma consciência, um olhar fecundo,
Que os sinais se cruzem, quebrando o silêncio mudo,
E a solidão cósmica termine, num abraço imundo
De culturas diversas, de histórias sem par.
Que a ciência e a curiosidade nos possam guiar,
Através de nebulosas e de um brilhar estelar,
Ao encontro de outros, para juntos trilhar.
A descoberta seria um novo alvorecer,
Um despertar da nossa visão de ser,
E no espelho do outro, quem sabe aprender,
Lições que a Terra ainda não pôde colher.
Assim, seguimos a jornada, com fé e fervor,
Desvendando os enigmas, dissipando o temor.
A exploração espacial, eterno clamor,
Nos leva além do visível, com infinito amor
Pelo desconhecido, pelo que ainda virá.
E se um dia, na imensidão que nos há,
Encontrarmos um eco, uma nova canção soar,
Saberemos que a aventura não cessará.
Pois no livro do universo, em cada página astral,
Há um convite à exploração, um chamado vital,
Para desvendar os mistérios, sem ponto final,
E quem sabe, encontrar um amigo interestelar.


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