É privilégio a vida, a despeito da dor em meio ao caos que o homem semeia
É privilégio a vida, a despeito da dor, Em meio ao caos que o homem semeia, Ver o sol nascer, a flor desabrochar, E a natureza, em sua luta, almeja.
O ar que ainda respiro, a água que me banha, A terra que me nutre, o fogo que me aquece, Presentes preciosos, que a ganância humana, Cega de ambição, aos poucos desintegra.
Mesmo em meio à fumaça, ao concreto e aço, A vida pulsa forte, insiste em brotar, Em cada canto verde, em cada pássaro em voo, Um chamado à esperança, a nos inspirar.
É privilégio sentir a chuva na face, O vento nos cabelos, o sol a nos aquecer, Testemunhar a força da natureza que cresce, E a fragilidade humana, que insiste em esquecer.
Que este privilégio não seja em vão, Que a consciência desperte em cada coração, E que a beleza do mundo, que ainda resta em nós, Nos inspire a lutar por um futuro mais florido, sem destroços.
Ou iremos pagar as consequências, e tenho dito...


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